PLASTICKY


NEW ORDER NOS ARES
14 14UTC janeiro 14UTC 2012, 10:25 AM
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O desfile da New Order foi bem lindo pros olhos. Os tecidos escolhidos vs. as formas executadas são incríveis, as cores também e os acessórios então, nem se fala! A tal da bolsa-revista é a coisa que eu mais desejei – “consumistamente” falando – na coleção inteira. Mas se a gente lembrar que a Osklen é marcona-mãe da New Order, e uma das que podem (e devem) fazer desfiles bem autorais e inovadores dentro do que é possível, a gente consegue entender como a  marca-filhinha, que é bem mais acessível e abrangente, precisa de ajuda (lê-se referências) forte pra encarar um público bem maior.

É claro que a gente sabe que os desfiles da New Order são quase que figurativos, já que a marca na vida real só vende acessórios e né, dificilmente a gente vai ver os mesmos acessórios dos desfiles vendendo super nas lojas. Mas a importância dessa “figuração” toda é indiscutível, já que é através dela que a gente sabe bem qual é a essência da marca e da coleção em questão, e o mais importante, que o nosso desejo por alguma coisa que tenha um “pouquinho daquilo ali” é despertado.

Daí que a gente vê nessa coleção da New Order, bem claramente, as formas que a Osklen já faz e consolida há um bom tempo. O que mostra um certo enraizamento interno, o que eu acho legal. A gente também vê a universalidade e toda uma informação atual de moda que a Osklen também tem. Até mesmo o “insight” de saber o que a gente vê de lá de fora (de marconas maiores aindas) e que podem servir de referência segura. Alguém dúvida que a bolsa-revista nasceu de uma re-interpretação da Chanel em fazer bolsas-sacola-de-compras? Re-interpretação porque né, essa brincadeira já era dos surrealistas há umas boas décadas.

O que eu acho mais legal da marca nessa coleção é que, mesmo as referências externas – que muitas vezes são utilizadas de forma ruim por todo mundo no mundo todo – são muito bem adaptadas pro tema escolhido, que foram as viagens de avião, as formas dele, etc. Em vez de fazer um desfile-palhaçada como foi aquele das camisas de time de futebol (em que um tema SUPER legal foi desperdiçado pela intenção boba de copiar tudo – de um jeito desesperado – da coleção de listras da Prada), dessa vez, a marca consegue superar essa fase e evoluir.

Então agora eu me vejo BEM encantada pelo perfume sixties da coleção, pelas cores, formas, tecidos escolhidos e até pelas referências externas (e internas!) de um jeito bem bom. Agora é segurar a ansiedade pra ver como essa coleção (e esse tema!) vai chegar nas lojas. :)


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