PLASTICKY


NOVAS CONCEPÇÕES
17 de outubro de 2010, 1:17 AM
Filed under: All Posts

Desde que eu comecei esse blog, Miuccia Prada foi a palavra mais citada em todos os posts. Não é segredo pra ninguém – e eu repito isso exaustivamente aqui – que o meu sonho profissional de vida é um dia trabalhar com ela, nem que seja por dias.

E desde que eu comecei a acompanhar desfiles que, com o tempo, fui percebendo isso. Os desfiles da Prada e da Miu Miu sempre eram aqueles que me causavam estranhamento, mas que me instigavam, quase que me desafiando. É muito fácil se apaixonar por uma coleção, um estilista que te passa uma idéia pré-aceita pela sua mente e estética. Mas bem, essas coleções, essas peças acabam caindo no esquecimento com o tempo. É como as horas que você perde com algo comodamente bom, mas não o suficiente pra te marcar a memória.

O que me faz ter certeza de que Miuccia é a minha principal referência é justamente o fato de suas coleções serem as que mais me marcam, as que mais ficam na minha memória. Cada temporada é um aprendizado diferente. Apenas observando seu trabalho, tento ao menos imaginar como ela pensou naquilo e qual foi seu processo de criação, o que a levou, a motivou a criar aquela roupa, aquela coleção.

E sabe, eu não vou falar sobre a coleção nova da Miu Miu duas semanas depois do desfile à toa. Talvez se eu estivesse falando de uma coleção que eu vi ontem, fosse falar apenas do que realmente vi, e não do que representou.

Depois de alguns dias, pude assimilar, pensar e saber o que tô aprendendo dessa vez. A silhueta clássica da Miu Miu tá tão presente, é impossível não reconhecê-la (e amá-la). Mangas compridas, estreitas, cintura marcada e comprimento das antigas. Mas né, estamos falando de Miuccia, impossível não falar em ousadia. Ela sempre arma um jeito de intrigar, ser imponente, forte e transgressora sem ser óbvia. O quanto isso é apaixonante?

A lição da vez? Aprender direitinho a manter a essência e o que se acha apropriado sem perder o vanguardismo. Foi quase a mesma coisa que Christopher Kane fez lá em Londres – e tão bem que pela primeira vez ele entrou pro ranking dos 10 melhores desfiles do Style.com, tsá?

O que eu mais amo nessa coleção é pensar em estampas que quase não se vê por aí, em motivos, aplicações com cara de lençol de criança (tô tentando entender até agora essas estrelas, gente!), sabe? Jaquetas que de tão larguinhas que não valorizam em nada o corpo feminino. Mas pra quê também se por baixo a gente tem vestidos com cinturinha marcada, comprimento no joelho, mais feminino impossível?

O que eu mais amo nessa coleção é que ela me faz pensar em tudo que ninguém de fato quer ver. Ou em tudo que parece menos correto. Fazer trilha sonora com a abertura de “American Idol” (!!!)  não parece nada previsível, certo? E do estranho acaba saindo o mais encantador. Talvez não o confortável e fácil (pra nossa mente e estética), mas de fato o que vai ficar na memória.


3 Comentários so far
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Dona Yasmin, por essas e outras que você é a pessoa preferida por mim pra falar sobre moda.
Um beijo!

Comentário por Stephanie Noelle

O vermelho está em tudo…

Comentário por Gi Z S

[…] terminar desse jeito, falando das conclusões mais legais que eu tirei esse ano e com imagens da minha maior fonte de inspiração de moda. Já tinha falado aqui das zilhões de imagens mais antiguinhas da Miu Miu que eu salvei e que elas […]

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