PLASTICKY


SOBRE “DEFEITOS”
19 de janeiro de 2011, 2:06 PM
Filed under: Esthetic

Esses dias ouvi uma amiga dizer que acha a Lara Stone feia. E que ela não deveria ser uma super modelo porque ela tem um defeito. E que modelos não tem que ter defeitos. Bem, ela disse tudo isso na minha frente sendo que eu tenho dentinhos separados (igualzinho a Lara Stone). E mais um detalhe, a Lara Stone é minha modelo favorita.

Eu preferi ficar quieta porque ela parecia ter muita convicção do que dizia. Mas não foi só por isso que eu não disse nada. Enquanto ela dizia tudo aquilo eu fui pensando sobre o assunto e chegando a algumas conclusões.

Olha, eu sinceramente não acho que só porque “modelo” significa algo que é ideal, as modelos de hoje em dia tem esse papel. Acho que antigamente até era assim, mas tudo funcionava de um jeito bem diferente. Ao meu ver, na década de 50 (por exemplo) as modelos se aproximavam mais da mulher real, só que num ideal de beleza mesmo, perfeitas aos olhos dos estilistas da época.

Mas hoje em dia, eu acho que o papel da modelo (na moda) tem muito mais a ver com particularidades, com o que ela consegue propor junto a marca, vestindo aquela marca – literalmente. Tem muito mais a ver com uma proposta do que com beleza, com ideais.

A questão dos dentinhos separados é uma particularidade da modelo, não um defeito. É algo que a torna mais interessante (ou não) dependendo do que tal marca pretende ao contratá-la.

É muito verdade que Lara Stone e Lindsey Wixson são duas das minhas modelos favoritas hoje em dia (e por uma pura identificação de “defeitos” entre a gente, hahaha). E é por isso que mesmo as duas não sendo brasileiras, se hoje eu fizesse um desfile e tivesse condições de contratar as duas, uma ia abrir e uma ia fechar. Simplesmente porque é a minha proposta, as particularidades delas tem a ver com as minhas.

Aí entra um outro assunto que foi levantado durante o Fashion Rio, sobre mesmo o Brasil tendo modelos incríveis, uma marca contratar gringas pra abrir desfile por aqui. Olha gente, eu juro que entendo essa posição e é muito verdade que o Brasil tem um casting super poderoso de modelos (ou seja, não existe mesmo necessidade de contratar modelos gringas), mas acho essa síndrome do estrangeirismo uma coisa bem uó. Porque sinceramente? Eu amo meu país, amo São Paulo, cresci na Bahia – estado dos mais brasileiros desse país – e mesmo assim não me identifico com a cultura daqui em nadinha. Até com o sol eu implico. Mas isso é assunto pra outro post.

No mais, Lara Stone e Lindsey Wixson, seus dentinhos separados são fundamentais.

 


4 Comentários so far
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É claro, as modelos hoje em dia são valorizadas por suas particularidades – desde estas particularidades venham junto com 1,80 de altura e 50 quilos de peso.
Não acho que o mundo da moda, por mais que contrate modelos com uma “beleza diferente”, não imponha ideais sobre a nossa idéia de beleza.

(Gosto bastante do seu blog, já leio há algum tempo, as imagens são ótimas!)

Comentário por Krol

(Ai <3 Brigada!)

Então, é muito verdade que infelizmente essas modelos super magras acabam por ditar ideais. Mas juro que pra moda é fundamental que elas sejam magras. Na passarela, quanto mais alta magra é uma modelo, mais se valoriza a roupa que está sendo mostrada, sabe?

Mesmo assim, sou contra a magreza excessiva mesmo entre as modelos (que já são super magras). A própria Lara Stone é um exemplo de magreza saudável, né? Com super curvas!

Comentário por Yasmin Araujo

Mynn! Esse post tem muito do que eu tava comentando com uma amiga, dia desses. A gente tava falando sobre como existem mulher LINDAS com corpos PERFEITOS, que por esses dois requesitos, dariam super modelos, mas que infelizmente, na frente da câmera, elas se tornam feias, simplesmente porque não são fotogênicas, não são versáteis e não sabem interpretar. Isso é muito discutido nos ANTMs da vida, né?

E esses “defeitinhos” são o que tornam uma modelo, numa top model. É só ver a Gisele, que é super cheia de curvas, mas ainda assim é UBER MODEL, ou então a Tyra, que tem uma testa grande, mas mesmo assim ela é quem é, e assim por diante.

Até porque, convenhamos, não existe mulher PERFEITA. Se perfeição fosse requesito, não existiriam modelos, nem padrões!

Amei o post! :*

Comentário por Anne Raysa

Amei esse post e concordo plenamente! O “fugir dos padrões” é completamente aceitável e se faz necessário EVERYTIME!
A atitude de uma modelo diante de uma marca e nas passarelas conta muito mais que um rostinho bonito sem graça. Aliás, toda mulher tem um defeitinho, mas isso não a torna menos interessante do que outra, e isso depende do ponto de vista também.. rs
Agora convenhamos que a Lara Stone é a Lara Stone por fugir do ideal: ela é curvilínea e tem dentinhos separados que são um charme só… Alguém aí duvida da beleza de Madonna e Kate Moss?!
E a nossa Gisele, é A Gisele, não pq é a top mais linda do mundo, mas pela atitude dela nas passarelas, na frente das câmeras e principalmente por trás delas. São ‘n’ fatores. Só a beleza não conta. Não é só pq uma pessoa é linda, alta e magra, que é certeza de sucesso como modelo.
Enfim..
Dá pra gente discutir isso por hooooras..
Como eu já disse Yasmin, AMO SEU BLOG! seu ponto de vista sobre as coisas.. as discussões por aqui..
x}

Beyjos S.

Comentário por Sho




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