PLASTICKY


Não quero ser uma estilista medíocre
11 de abril de 2011, 9:23 PM
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Complexidade. Taí uma palavra que desafia e amedronta muita gente só de existir, ser escrita, dita ou ouvida – aqueles que preferem o fácil, principalmente. Apesar dessa palavra e significado ser ultra fundamental em vários sentidos pra criação, muitos estilistas acham que nada precisa ser díficil, complicado – que não é necessário se esforçar pra encontrar soluções se o “pronto” já tá servido e aprovado.

Podem dizer que isso é piração de quem curte moda conceitual ou um público mais entendido, que paga por uma roupa com mais “informação de moda”. Mas afirmo com toda a convicção que todo mundo pode, deve – ao menos tentar – ser relevante. Todo mundo deveria ansear evoluir, mostrar algo de novo ao mundo, ser lembrado por alguma coisa que fez de muito legal. Não é porque é moda, porque é roupa comercial ou pra ser usado no dia-a-dia que precisa ser banal. Muito menos porque é feito pro grande público.

Sempre-sempre-sempre dá pra tentar ser relevante.

Ser difícil, complicado, singular (palavra-segredo pra originalidade hoje em dia) é a chave secreta de muitas das poucas coleções realmente geniais feitas até então nesse novo século. Tudo por um tal nível de complexidade, de muitas sutilezas, do aprimorar de uma técnica que já se fazia, etc. Querer evoluir ou ensinar algo pro mundo é um sentimento, uma vontade que todo mundo deveria ter – de se sentir especial por fazer jus a esse significado.

Querer ser estilista, ser criador é se propor a ter sua criatividade desafiada todo dia. E antes que você espere as pessoas fazerem isso, é melhor que você faça por sua própria conta antes de cair na mediocridade. Ser medíocre na criação é limitar seu potencial, sua criatividade – é preferir o fácil ao complexo.

A vontade que eu tenho (inundada de paixão pela profissão que eu escolhi) é de tentar ser um Serge Gainsbourg, um Hitchcock, uma Jane Austen pra moda. Feliz serei se um dia eu puder ter contríbuido tanto pra minha profissão quanto esses aqui, anterioramente citados, fizeram. Para os que preferem fazer montanhas de dinheiro sendo Crepúsculo ou American Pie, Good Luck.

p.s. Escolhi as coleções da Balenciaga (Fall 2007), Marc Jacobs (Spring 2008) e Prada (Fall 2008) pra ilustrar esse post. Não afirmo necessariamente que elas sejam “as mais geniais” do século XXI, mas acredito que a da Balenciaga é uma forte candidata a mais marcante (e que mais repercutiu) coleção dos anos 00.


3 Comentários so far
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MAS QUE ORGULHO!!!! <3<3<3

Comentário por fernanda

<33333333333333

Comentário por Yasmin Araujo

Sinto palpitações toda vez que vejo essa coleção da Balenciaga. <3 Acho que é uma das que trouxe pra roda toda a importancia da beleza e do styling.

E quanto a ser relevante, não posso dizer das outras culturas, mas é bem coisa d brasileiro ser acomodado mesmo (vide spfw e fashion rio), é educação. O triste é q isso tá bem latente na nossa geração, triste em partes por que é melhor pra quem quer ser relevante né, mais fácil se destacar…

Comentário por Lucas




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